domingo, 4 de maio de 2014

experimentar...

vou cair...
dormir hora e meia, que é um ciclo de sono,
amanhã há mais.
faço no caminho.
no caminho vou dormir.
não pode ser.
logo se vê...
fiquei com o branco na cabeça,
o branco daquele texto da minha amiga
que desvanecia...
também ela estava a cair
quando o escreveu.
espera!, antes de ires,
eu sei que não gostas nada de versos...
mas vai experimentar.
se queres ser designer tens que experimentar.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Em breves momentos foi drenada de mim toda a vontade. Não doeu, escorreu apenas pelo meu corpo até ao chão.

A vontade de acabar o curso, a vontade de amar. Fiz-me crente de que não poderia amar ninguém, porque me faltam uma série de capacidades básicas, sou inapto.

As outras vontades, não sei se ainda cá pingam ou se foram com as primeiras.

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quinta-feira, 3 de abril de 2014

A Cidade Rápida

O mesmo caminho de sempre. Umas vezes fá-lo cansado e a desejar que acabe, outras vais atarefado a registar as epifanias geniais que te vão surgindo. O que é engraçado é que há sempre algo mais para descobrir. Desta vez é de noite e nunca passam carros na rua.

Bate com os dedos no mármore daquela parede para descobrires que o não é, e para teres o privilégio de sentir o som metálico suave e reverberante que as placas fazem. Ouve mais uma vez. E mais uma. Como é agradável batucar ali!

Aquilo seria um gato? Volta atrás, vais ver que não dói. É mesmo um gato, e estacou a sua marcha imponente a meio do beco quando te viu. Como irá reagir? De repente começa a correr em tua direcção, mas mal se aproxima vira à esquerda para fugir de ti. Não confies que fundiu o seu preto com o da noite! Olha de novo para a frente, lá vai ele a correr mesmo debaixo da luz dos candeeiros! Com uma pontaria matemática enfiou-se num buraco da parede. Como pode caber ali dentro? Vai lá ver. Liga a luz do telemóvel, para descobrires uma sala em ruínas de uma cave e dois olhos brilhantes fixos em ti. Como o buraco é demasiado pequeno para ti, continua o teu caminho, anotando a morada para depois poderes vir espreitar no buraco com uma amiga de explorações.

Por andares sem pressa e desperto talvez descubras a altura dos prédios, e aprecies como é diferente o seu último andar. E porque olhaste para cima saberás que as árvores, de articulações despidas, já têm pequenas flores brancas. Aproveita também para ficar a saber que sítio é aquele, que nunca percebeste. Basta aproximares-te um pouco mais...

Antes de chegares ao teu destino ainda tens tempo para desacelerar mais um pouco e alegrares-te com os dois cães que brincam livres, um preto e um branco, enquanto as donas conversam. Afinal... Nem tudo é mau. ;-)

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Rugido de insubordinação

Overload.

Overload de informação, overload de apontamentos, de referências bibliográficas, cinematográficas e culturais. Overload de comboios à hora de ponta, overload de portas e carruagens, pessoas e imagens publicitárias. Abundância de pequenas coisas à là Amèlie, centrifugadas no overload de aceleração do quotidiano e da aceleração da caneta no papel. Tudo é em grande quantidade, para o bem e para o mal.

Excepto o tempo. Lack de tempo.

Adapto-me instantaneamente a este modo de estar. Não quero abdicar da observação e da contemplação, por isso observo e absorvo rápido. Dispo a linguagem de acessórios. Assim mesmo. Tudo são frases declarativas e raciocínios lógicos a processar. Dados binários. Agora estou dentro do Metro, agora estou fora. Agora posso escrever, agora não. Decisões rápidas e de precisão. Unidade-minuto. Locuções automáticas nos altifalantes. Procuro um espaço para mim e muitas vezes não consigo encontrar.

A única coisa que me impede de deprimir nesta vida mecânica é a arte, o desejo de partilha, experimentação e conhecimento que motivou este caos. Talvez tenha aceite viver como peça de maquinaria, mas logo debaixo da minha pele ferve o meu inconformismo e espírito crítico, a minha alma selvagem, a força que é ESTAR SEGURO DE QUE TENHO MOTIVOS PARA VIVER!

Sim, talvez tenha aceite abdicar das curvas do freestyle para viver confinado às linhas rectas dos cânones, que são os carris desta máquina limitadora. Mas enquanto deslizo por estes carris, atravesso galerias de arte e mundos novos, inspiro, pergunto e debato, sofro e venço, liberto-me e voo e sinto-me a crescer! Já não cresço para acompanhar a idade, cresço em direcção a uma pessoa melhor.

E esses carris que me querem prender, por azar deles, passam mesmo pelo sítio onde sou completamente livre e onde o tempo não corre mas eu corro, não porque preciso, mas porque quero. Estúpidos! Os carris é que estão presos ao chão, não sou eu!

Cidade, tu não me prendes. Eu é que usufruo do teu bem, alheio ao teu mal.

domingo, 15 de setembro de 2013

A Dança é um instrumento da Liberdade

Há certas danças que são só minhas, que não mostro a ninguém porque pensariam que sou autista e isso criar-me-ia alguns problemas.

Sinto-me noutro nível da expressão humana quando abdico do controlo do meu corpo para que a música o percorra e disturbe com suaviade ou violência. Umas vezes peso na terra bruta, outras flutuo num eco prolongado. Umas vezes quebro-me no mecanismo de um relógio, outras ondulo orgânico como uma planta que estiola. Umas vezes cavalgo longos padrões crocantes, outras expludo e chafurdo na aleatoriedade. Evaporo debaixo de água e nado no vácuo dos timbres distantes. Descubro articulações novas e brado aos céus...

Só sei que nesses momentos sou completamente livre, e tenho a certeza que a dança é um instrumento da liberdade.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Parlamento dos Jovens - Eleições à tuga II

Para dar seguimento a este post do ano passado, aqui vão algumas preciosidades da campanha eleitoral para o Parlamento dos Jovens deste ano.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013