terça-feira, 26 de abril de 2011

AAAAAAAAAAH!!! :D

Olho à volta e não há um único objecto, uma única pessoa, um único pensamento que emane maldade, ou o mínimo negativismo. Ninguém disse absolutamente nada mesquinho hoje.

Tudo é bonito. Cada imagem que vejo é mais bonita que a anterior, cada dança que sinto é mais impressionante, cada música que me possui é mais forte e sumarenta. À minha volta tudo está encharcado em criatividade, a essência da vida. As cores abundam, vivas e brilhantes, e os sorrisos brotam com a Primavera das caras. As palavras fluem como um rio de água fresca.

Há tantos motivos para rir e rebolar até os pulmões explodirem.

Só falta criar uma imagem para mostrar o que sinto (o verdadeiro propósito da arte), mas o meu diário gráfico é todo a verde e preto. Apetece-me pegar num bocado colossal de papel de cenário e salpicá-lo de tintas alegres, riscas diagonais, triângulos que se movem euforicamente em cores que nunca existiram, alegria, muita parvoíce e... VIDA!

Quero gritar sem qualquer sentido, neste mundo a lógica não faz falta! É difícil acreditar em qualquer coisa, é tudo tão irreal!

E juro que não estou sob o efeito de drogas.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Estou numa conhecida e frequentada praia da Arrábida a apanhar um banho de sombra. O areal está quase deserto.

Parti de uma terra aqui muito perto, a 12 Km deste mar. Calquei a lama e as pedras calcaram-me os pés. Afastei ramos pequenos e segurei-me em ramos maiores. Escorri pelas encostas e a chuva escorreu por mim. Vesti e despi o impermeável ao sabor da guerra entre a água que caía e o sol que aquecia. Cheguei ao cheiro do mar e da comida dos restaurantes. Limpei os sapatos e as mãos na areia e nos seixos, ficaram como novos. Abanquei no chão macio e escrevi este texto.

Depois  de escrever este texto, chegaram as outras pessoas, que partiram da terrinha uma hora mais cedo.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Recién Casadas

Não as conheço. Estava no topo da falésia quando vi um casal a escrever na areia. Quis ler, mas estava muito longe, por isso peguei na máquina fotográfica e... Wow, Parabéns!

Que raiva!

Não me estou a conseguir adaptar. Eu vivia numa democracia profunda, onde cada decisão era tomada por todos. A "autoridade" não fazia nada sem nos perguntar a opinião primeiro (por isso hesito em chamar-lhe "autoridade"). O nosso pequeno mundo era construído por todos, e a necessidade de igualarmos os que tinham mais experiência motivava-nos a evoluir, em ideias e conhecimentos.

Agora tudo é uma ditadura rígida. Quem manda são aqueles dois ou três, e os outros calam-se. Calam-se literalmente, pelo menos é o que eu faço para evitar dificuldades... Estava habituado a ter o meu próprio ponto de vista sobre as coisas, mas, a muito esforço, tenho que conseguir ignorá-lo. E como ninguém tem que se esforçar, apenas cumprir as ordens, ninguém aprende nada. Não há volta a dar, sou demasiado pacífico para...

Mas se a inteligência é a capacidade de adaptação, eu quero adaptar-me. Ou não?

quinta-feira, 31 de março de 2011

O Verão

31 de Março, o início do Verão!
Ah, como eu gosto do Verão! O sol brilha tão bonito e tão mortífero... Os seus raios chegam até nós, e acariciam-nos a pele frágil, num toque áspero que queima tudo à sua passagem. O ar quentinho aconchega-nos no seu abraço demasiado apertado, e deixa-nos a pele embebida num maravilhoso líquido, pegajoso e fedorento. E a cereja no topo do bolo é a roupa encharcada no mesmo líquido, para nos refrescar!
No autocarro os corpos enlatados aquecem-se um pouco mais. E ao sair o sol proporciona-nos outra experiência agradável - os músculos da cara encolhem-se como uma almofada mirrada, as pestanas cobrem os olhos e não se consegue ver bem - é tão engraçado... Podermos sentir-nos quase na pele de um cego...
Só é pena a escola não permitir irmos à praia, para nos congelarmos na água gélida.
Ainda mal chegou o Verão e já estou ansioso pelo Ouforno! E só faltam 6 meses para o Inferno! Yay!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Hoje desço os degraus da escola um a um. Não rio com as mesmas piadas de sempre, com o mesmo assunto de sempre, aquele que nunca se gasta. Não digo "Hello", nem tenho sorrisos para distribuir, mesmo que sejam interiores.
Espero que ele fique bem depressa... Não quero que a última recordação que tenha de mim seja o facto de me ter esquecido do seu aniversário.
Sinto-me horrível.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Português Descorrecto

"- Reflexão escreve-se com dois S ou com C de cedilha?
- Com C de cedilha.
- E é com um ou com dois C de cedilha?"