Hoje desço os degraus da escola um a um. Não rio com as mesmas piadas de sempre, com o mesmo assunto de sempre, aquele que nunca se gasta. Não digo "Hello", nem tenho sorrisos para distribuir, mesmo que sejam interiores.
Espero que ele fique bem depressa... Não quero que a última recordação que tenha de mim seja o facto de me ter esquecido do seu aniversário.
Sinto-me horrível.
sexta-feira, 25 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
Português Descorrecto
"- Reflexão escreve-se com dois S ou com C de cedilha?
- Com C de cedilha.
- E é com um ou com dois C de cedilha?"
sábado, 19 de março de 2011
Der Prozess na escola
Esta semana a minha turma foi atingida por um fulminante raio de azar Kafka. A história quase igual (apesar de ainda não ter lido "O Processo"). Fomos apanhados no meio de um terrível procedimento - um conselho de turma - que terminou no infortúnio da pior penalização a que nos podiam condenar - cancelaram-nos a visita de estudo!
Por sermos altamente filosóficos e autênticos guerreiros pela justiça na escola (quando ela nos convém), indagámos o motivo de tal processo...
Nada de muito estranho se tinha passado nos últimos tempos. Houve muitas tentativas de falta colectiva, mas nada resultou; não fizemos muito barulho nas aulas; estávamos relativamente estáveis. Só me recordo do escândalo na aula de Desenho. (Quando o Carlos atirou a borracha do Manel para fora da janela e esta ficou retida numa espécie de parapeito afastado. Estávamos no 4º andar, e o Manel saiu pela janela para ir buscar a borracha. Em jeito de gozo o Carlos fechou-lhe a janela e ele ficou preso lá fora, empoleirado no parapeito. Quando finalmente o primeiro o deixou entrar, o Manel teve que apoiar o pé no estirador, que se virou todo, desequilibrando o rapaz e causando barulho e confusão. Todos os olhos se viraram para aquele canto da sala e o professor foi acudir e repreender por se ter "posto uma vida em risco" por causa de uma borracha.)
Excepto isso, não aconteceu nada nos últimos tempos.
Já tentámos de tudo para perceber o porquê do conselho disciplinar. Perguntámos aos professores - uns dizem que não sabem de nada, outros não querem dizer, e a Directora de Turma diz que nós é que devíamos saber as asneiras que fizemos.
Está bem, pode ser que com este castigo aprendamos a lição e nunca mais repitamos o erro de fazer o-que-não-sabemos-o-quê.
Puramente kafkien. É vida.
Por sermos altamente filosóficos e autênticos guerreiros pela justiça na escola (quando ela nos convém), indagámos o motivo de tal processo...
Nada de muito estranho se tinha passado nos últimos tempos. Houve muitas tentativas de falta colectiva, mas nada resultou; não fizemos muito barulho nas aulas; estávamos relativamente estáveis. Só me recordo do escândalo na aula de Desenho. (Quando o Carlos atirou a borracha do Manel para fora da janela e esta ficou retida numa espécie de parapeito afastado. Estávamos no 4º andar, e o Manel saiu pela janela para ir buscar a borracha. Em jeito de gozo o Carlos fechou-lhe a janela e ele ficou preso lá fora, empoleirado no parapeito. Quando finalmente o primeiro o deixou entrar, o Manel teve que apoiar o pé no estirador, que se virou todo, desequilibrando o rapaz e causando barulho e confusão. Todos os olhos se viraram para aquele canto da sala e o professor foi acudir e repreender por se ter "posto uma vida em risco" por causa de uma borracha.)
Excepto isso, não aconteceu nada nos últimos tempos.
Já tentámos de tudo para perceber o porquê do conselho disciplinar. Perguntámos aos professores - uns dizem que não sabem de nada, outros não querem dizer, e a Directora de Turma diz que nós é que devíamos saber as asneiras que fizemos.
Está bem, pode ser que com este castigo aprendamos a lição e nunca mais repitamos o erro de fazer o-que-não-sabemos-o-quê.
Puramente kafkien. É vida.
O Fim
Senti aquele vazio desesperante de chegar ao fim, de não haver mais. Outra vez. Apeteceu-me fazer tudo para continuar, para prolongar o tempo, para fazer nascer outra vez o que, afinal, já fora gasto e desgastado, com gosto.
Seria o termo parte da experiência?
Sim. Mas a sede desmedida tornava-o indesejável. O ideal seria o infinito, linear e tão simples.
O fim é essencial.
O infinito é capricho. Quem o segue cansa e não alcança. Não chega a pensar no que sentiu, nunca se contentará.
Contentei-me com o fim, em vez de procurar o que nunca me chegaria.
Seria o termo parte da experiência?
Sim. Mas a sede desmedida tornava-o indesejável. O ideal seria o infinito, linear e tão simples.
O fim é essencial.
O infinito é capricho. Quem o segue cansa e não alcança. Não chega a pensar no que sentiu, nunca se contentará.
Contentei-me com o fim, em vez de procurar o que nunca me chegaria.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Como 2010 passou depressa...
A vida já anda sozinha, sem a empurrarmos. Já não temos que esperar que a hora chegue, ela chega antes de nós. Somos como marionetas no tempo - fazemos o que temos de fazer, sempre ocupados, e quando damos por ele, já estamos em cima da hora.
domingo, 26 de dezembro de 2010
Loucura Pós-Natal
Esta cidade enlouqueceu?
É o dia a seguir ao Natal e, em plena baixa, pela calçada portuguesa, já vi circular vários carros. Sobem da estrada para o passeio sem cerimónia e assustam os caminhantes, habituados à pureza deste espaço.
Não compreendo carros, esses bichos esquisitos e enormes que fazem tudo o que lhes dá na gana!
É o dia a seguir ao Natal e, em plena baixa, pela calçada portuguesa, já vi circular vários carros. Sobem da estrada para o passeio sem cerimónia e assustam os caminhantes, habituados à pureza deste espaço.
Não compreendo carros, esses bichos esquisitos e enormes que fazem tudo o que lhes dá na gana!
sábado, 24 de abril de 2010
Bicicletas
Olá Mundo!
Hoje andei de bicicleta com o meu irmão.
Andar de bicicleta sozinho é extremamente aborrecido e confere-me uma sensação angustiante de solidão. Mas com o meu amigo, sente-se o vento a bater na cara, e não é frio. A estrada abre-se num desenrolar natural e harmónico de novo, de fresco, de bem-estar, enquanto a bicicleta rola sem esforço, cheia de curiosidade por descobrir o que há à frente.
Mergulhámos nas profundezas montanhosas dos campos envolventes à nossa pequena aldeia. Das mil estradinhas de alcatrão gasto que de lá saem surgem novas paisagens, campos, quintas, casas, culturas, ovelhas, cavalos, burros, galinhas, vacas, cães...
Eu já não sabia bem se nos aproximávamos de Sines ou de Ayamonte.
E ele quis voltar para trás. Voltámos à aldeia pelo caminho, que nos guiou sem espaço para dúvidas. Seguimos para casa por um caminho do nosso conhecimento, muito divertido - a montanha-russa!
Tinha poças de lama. Como sempre! Já devia saber, montanha-russa, só em semanas de evaporação intensa do solo e de sol ardente. Ficámos com as bicicletas castanhas, nojentas.
Ainda tentámos lavar as rodas com a água mais transparente de uma poça mais profunda, mas não houve remédio.
Nem todas as viagens têm finais felizes, mas se não aprendermos com os erros prévios...
Boa viagem!
O importante é que desfrutámos do passeio. Há sempre algo positivo!
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