"O que eu vejo da minha janela, é praticamente muita coisa..."
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Como espalhar o pânico numa escola em meia-hora
Foi numa quarta-feira, talvez a da semana passada.
Do meu ponto de vista, tudo começou quando na aula de Formação Cívica a "Joana" teve uma visão. Ela tem esse dom estranho que ninguém comenta, de adivinhar o futuro.
- Vai haver porrada às 15:15!
Uma leve onda de entusiasmo cresceu na sala. Tudo muito discreto, sem o professor ouvir nada. Ok, eu estava a brincar, a "Joana" não tem visões, apenas recebeu uma mensagem no telemóvel...
Entretanto a aula acabou e eu saí. Fui para a biblioteca, fazer o que tinha a fazer (por muito nada que fosse, naquele dia...). Enquanto aguardava a hora de entrar no computador, fui ler o livro-fenómeno da moda (Já adivinharam qual é?), porque tem 477 páginas, porque eu sou um caracol a ler, porque queria acabá-lo antes do período acabar e porque o livro é giro. E enquanto eu lia o livro, a notícia espalhava-se.
Nisto aparece-me uma menina pequena (talvez do 5º ano), que não conheço de lado nenhum, e que me chama pelo nome:
- Tomás, sabes onde é que vai ser a porrada?
Fiz uma grande careta como se aquilo fosse o acontecimento mais desinteressante que pudesse acontecer e respondi que não, sem interesse. Mas por dentro eu fervilhava de perguntas. Primeiro, quem era aquela menina? Segundo, porque é que ela queria saber onde era a porrada? Será que queria assistir? Ou fugir? Terceiro, quem é que lhe assegurava que ia mesmo haver porrada? Senti o ambiente à minha volta a ficar um bocadinho estúpido.
Quando finalmente chegou a hora de eu ir ao computador, fui guardar o livro na mochila e, no trajecto mesa-mochila-computador ouvi uns miúdos muito preocupados. Conversavam uns com os outros como se viesse aí uma catástrofe, fazendo um ruído muito sonoro. Uma das funcionárias da biblioteca foi ter com eles, para os acalmar:
- Não quero ninguém aqui na conversa. Se querem conversar vão lá para fora.
- Não!
- Não podemos!
- Vai haver porrada!
- Os [rapazes] da Escola "XPTO" vêm aí!
- Eles trazem aquelas garrafas com [não sei quê] lá dentro!
- Ya, aquelas coisas que rebentam!
- Cocktails molotof, ou lá o que é!
Eu estava aterrado com o que ouvia - já estava mesmo a imaginar... Chegava toda a gente ao sítio da porrada e não havia lá ninguém, não acontecia lá nada e... E os miúdos na biblioteca para se abrigarem da guerra!
Fiz o que tinha a fazer no computador, depois fui para casa aproveitar a dádiva maravilhosa da única tarde livre da minha semana escolar, e pronto, não soube de mais nada acerca do espectáculo...
É impressionante...
- como os boatos se espalham nas escolas
- como o pessoal leva tudo a sério
- (mesmo que não sejam boatos) como o pessoal se entretém na escola
- como a violência faz parte das nossas vidas.
sexta-feira, 13 de março de 2009
" Estou triste,
As coisas que me interessam
Não me interessam
E isso deixa-me mais triste. "
" A vida só é justa numa situação:
Felicidade com tristeza se paga.
E isso é demasiado injusto!
Ora melhora, ora estraga... "
" Gosto de irradiar felicidade e bom humor,
Esteja triste ou feliz
Para amigos tristes ou felizes.
Se os faço mais felizes,
Sinto-me mais feliz! "
" Chocolate,
Música
E Amigos.
É a receita para a felicidade. "
" Estarei mesmo triste
Ou será só embirração? "
São este tipo de coisas que me deixam mais feliz. Escreve-se um pouco, desabafa-se com o nosso amigo papel, e tudo melhora.
domingo, 24 de agosto de 2008
Na Escola dos Meus Sonhos

Na Escola dos Meus Sonhos nunca sai água amarela das torneiras.
Na Escola dos Meus Sonhos quem está sentado mais atrás não precisa de um escadote para ver a parte de baixo do quadro.
Na Escola dos Meus Sonhos não há professores vindos do outro lado do mundo que tiveram de abandonar a casa e a família para poder dar aulas.
Na Escola dos Meus Sonhos não temos os ombros doridos por causa das mochilas.
Na Escola dos Meus Sonhos não saímos às 18:15 com toneladas de trabalhos de casa para o dia seguinte às 8:30.
Na Escola dos Meus Sonhos não temos que apanhar Sol para estar ao pé da sala para não chegarmos atrasados. Na Escola dos Meus Sonhos há árvores e sombras.
Na Escola dos Meus sonhos não morremos de frio ou de calor nas aulas. Assim podemos estar atentos sem sofrer.
Na Escola dos Meus sonhos a Biblioteca não está podre nem cheia de regras que só servem para encher as folhas do regulamento. Na Biblioteca da Escola dos Meus Sonhos podemos ler, estudar ou trabalhar sem ouvir os sons vindos dos computadores ou as funcionárias a conversar. Lá podemos ler aquele livro que deixámos em casa, ou ver aquele filme que adoramos.
Na Escola dos Meus Sonhos não temos que esperar séculos na fila do refeitório só porque há poucos funcionários, que se fartam de trabalhar e que não conseguem apressar mais as coisas porque não têm seis mãos.
Na Escola dos Meus Sonhos não temos que apanhar chuva por causa dos toldos partidos.
Na Escola dos Meus Sonhos eu e os meus amigos gostamos de aprender, porque aprender não é um processo doloroso, chato, cansativo e desconfortável. Gostamos de ir à Escola dos Meus Sonhos por causa da sua única finalidade: lá nós aprendemos e tornamo-nos adultos, sem sofrer.
Todas estas pequenas coisas podiam melhorar e a Escola dos Meus Sonhos seria real.
Na Escola dos Meus Sonhos quem está sentado mais atrás não precisa de um escadote para ver a parte de baixo do quadro.
Na Escola dos Meus Sonhos não há professores vindos do outro lado do mundo que tiveram de abandonar a casa e a família para poder dar aulas.
Na Escola dos Meus Sonhos não temos os ombros doridos por causa das mochilas.
Na Escola dos Meus Sonhos não saímos às 18:15 com toneladas de trabalhos de casa para o dia seguinte às 8:30.
Na Escola dos Meus Sonhos não temos que apanhar Sol para estar ao pé da sala para não chegarmos atrasados. Na Escola dos Meus Sonhos há árvores e sombras.
Na Escola dos Meus sonhos não morremos de frio ou de calor nas aulas. Assim podemos estar atentos sem sofrer.
Na Escola dos Meus sonhos a Biblioteca não está podre nem cheia de regras que só servem para encher as folhas do regulamento. Na Biblioteca da Escola dos Meus Sonhos podemos ler, estudar ou trabalhar sem ouvir os sons vindos dos computadores ou as funcionárias a conversar. Lá podemos ler aquele livro que deixámos em casa, ou ver aquele filme que adoramos.
Na Escola dos Meus Sonhos não temos que esperar séculos na fila do refeitório só porque há poucos funcionários, que se fartam de trabalhar e que não conseguem apressar mais as coisas porque não têm seis mãos.
Na Escola dos Meus Sonhos não temos que apanhar chuva por causa dos toldos partidos.
Na Escola dos Meus Sonhos eu e os meus amigos gostamos de aprender, porque aprender não é um processo doloroso, chato, cansativo e desconfortável. Gostamos de ir à Escola dos Meus Sonhos por causa da sua única finalidade: lá nós aprendemos e tornamo-nos adultos, sem sofrer.
Todas estas pequenas coisas podiam melhorar e a Escola dos Meus Sonhos seria real.
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